sábado, 4 de outubro de 2008

VENDAVAL II - 1947 - MARAGOJIPE


- Ano de construção 1947.
- Local de construção Ilha do Galego Maragojipe-BA.
- Construtor Carpinteiro José Simão.
- Mestre Proprietário Afrodisio Silva Reis (Mestre Nute).
- Contra Mestre Atual Toninho.

Mestre Nute no leme

- Comprimento 14,00 metros.
- Largura 3,70 metros.
- Comprimento do Mastro 20 metros em madeira Sucupira-açu.

Pé do mastro


- Material do casco taboado com madeira Oiti.
- Quilha 10,50 x 0,36 x 0,18 metros em madeira Oiti.
- Tijupá taboado em madeira Piqui.
- Cavernas em madeira Sucupira.
- Braço em madeira Sucupira.
- Convés em madeira Massaranduba.
- Leme em madeira Sucupira.
- Vela Grande de aproximadamente 98 m2 testa 14 metros x carangueija 4,70 metros x esteira 9,30 metros e Bujarrona testa 6 metros x esteira 2,5 metros x valuma 6 metros ambas de tecido de algodão marca Dona Isabel, costurado a mão com cordão encerado.

Vela grande


- Pintura do casco, convés, leme, tijupá, mastro, carangueja, cana de leme, remos, varas e pau de bujarrona pintados com tinta marca Renner modelo Triunfo a óleo.

Proa na aproximação de Itaparica

2 comentários:

David disse...

Gostei muito da matéria, e tomei conhecimento sobre as perdas de saveiros nesta época. achei interessante o clube que fomaram e poderiam colocar em sites de navegação para que outras pessoas também pudessem colaborar mesmo que não sejam envolvidas diretamente com navegação mas gostam do assunto.

Marcus Albuquerque disse...

É lastimável que os saveiros da Bahia estejam desaparecendo. Infelizmente o baiano não tem a cultura de "PRESERVAR A SUA CULTURA"!
Vivemos num mundo do agora e já e o ontem por aqui, simplesmente "já era".
Graças ao fato de conhecer DAVI, tive o privilégio de navegar no VENDAVAL durante uma regata para Mutá na Ilha de Itaparica, saboreando a bordo uma maravilhosa feijoada cozida a bordo no fogareiro a brasa oferecida pelo MESTRE. Também participei de uma regata João da Botas no saveiro IDEAL e posso afirmar que ambas foram experiências extraordinárias.
Nas duas oportunidades levei um GPS portátil e diversas vezes pude registrar picos de velocidade de 13,5 a 14 nós. Nada mal para embarcações de madeira feitas artesanalmente a 70 e 95 anos atrás.
Sugiro aos amantes do mar como eu que, pelo menos uma vez na vida experimentem navegar num desses verdadeiros fragmentos da história da Bahia.
Bons ventos a todos!
Att,
Marcus Albuquerque